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Overtraining: o exagero que não te faz crescer

01/02/2017

Com certeza você já deve ter ouvido falar sobre a síndrome do overtraining, seja pelos corredores da academia, ou através do seu treinador. A síndrome consiste no excesso de exercícios físicos realizados pelo atleta a fim de conseguir resultados de forma mais rápida. O grande problema é que esses exageros nos treinos não levam ao progresso desejado, mas expõe o corpo do atleta à consequências que não são benéficas devido a falta de descanso e alimentação adequados.

As pessoas mais propensas a serem vitimadas pela síndrome são:

-Atletas muito motivados;
-Atletas de alto rendimento;
-Atletas que retornam precocemente aos treinos, antes de estarem completamente recuperados;
-Atletas e não atletas que treinam por conta própria;
-Indivíduos com orientação técnica não qualificada.

A supercompensação

Baseado no princípio da sobrecarga progressiva, a teoria da supercompensação baseia-se em o atleta diminuir o intervalo de descanso nos treinos (ou seja, período de recuperação), tendo como ideia principal que as reservas energéticas gastas durante a contração muscular são repostas durante a fase da recuperação. Porém, a interrupção antecipada dos períodos de recuperação, aliada ao aumento progressivo do volume ou da intensidade de treinamento, torna a rotina do atleta cada vez mais extenuante e o expõe à consequências.

As consequências

As consequências, no entanto, vão da ordem muscular, passando por problemas nas articulações, e resultam em malefícios no sistema imunológico e no aspecto psicológico do corredor. Além disso, o atleta ainda sofre com:

- Perda de condicionamento físico com perda de força e resistência;
- Dor muscular persistente;
- Sensação de fadiga crônica;
- Elevação significativa da frequência cardíaca em repouso (este é um sinal bem típico);
- Mudança de humor com quadro de depressão e irritabilidade;
- Queda da resistência imunológica;
- Perda da qualidade do sono;
- Elevação dos níveis de cortisol (hormônio que quebra o tecido muscular para usá-lo como fonte energética);
- Catabolismo maior que o anabolismo;
- Estresse e etc.

Como identificar

Identificar e diferenciar o treino intenso do overtraining é fácil. O primeiro você consegue ir ao treino, realizar todas as etapas normalmente e voltar. Enquanto que no último, você já não tem mais aquela disposição e energia para treinar como antes para um treino forte, o corpo “reclama” logo no aquecimento e na maioria das vezes o atleta nem mesmo consegue concluir a primeira parte do treino.

Tratamento e prevenções

O conselho para esse caso é reduzir drasticamente ou, em alguns casos, interromper totalmente os treinos e atividades físicas. Além disso, não é aconselhável que ninguém treine sem um acompanhamento profissional. A supervisão de um médico, instrutor físico, fisioterapeuta e nutricionistas é o correto a se fazer quando se quer alcançar resultados de forma rápida.

Através de uma alimentação balanceada, treinos corretos e intervalos para o descanso e recuperação, com certeza você vai chegar ao objetivo que sempre sonhou. Nas academias Hugo Trainer você encontrará uma equipe competente nesse assunto, afinal, resultados é a nossa especialidade!

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